novas aprendizagem - reflexões sobre as posturas...
Fico muito contente com todos os que conseguiram criar os seus e-mail´s. 35 lunos criaram seus e-mail´s pessoais...
A conquista do espaço da comunicação e da informação é muito importante para os educadores que transitam no contexto contemporâneo. E pode até parecer um aprendizado rudmentar para alguns, mas o passo a passo inicial é extremamente necessário para que consigamos alçar novos vôos...
Tem um poeminha de Damário da Cruz, que me instiga muito...
A possibilidade de arriscar é que nos faz homens.
Vôo perfeito no espaço que criamos.
Ninguém decide sobre os passos que evitamos.
Certeza de que não somos pássaros e que voamos.
Tristeza de que não vamos por medo dos caminhos.
Este processo formativo passa muito mais por um repensar de posturas diante do aprender.... Já vimos que as tecnologias são criações humanas, que partem de necessidades, que são criadas para satisfazer os desejos e limitações. Elas modificam, e são modificadas pelos homens.
As tecnologias de comunicação e informação potencializam a aprendizagem. Se pensarmos que o ato educativo é um ato essencialmente comunicativo, e observarmos a história das técnicas de comunicação e informação, perceberemos que em cada momento histórico, as invenções que potencializaram a linguagem, como a oralidade, a escrita, e hoje a digital, modificaram as formas de conhecer, de pensar e de transmitir o saber.
Por isso, nós como educadores precisamos refletir sobre estas questões, e precisamos refletir conscientemente. Já que estamos imersos no contexto contemporâneo permeado, modificado e intensificado pelas tecnologias interativas de comunicação e informação.
É importante refletirmos sobre as nossas posturas diante do aprender, pois nós fomos formados numa escola eminentemente industrial, com características, de memorização, repetição, reprodução. Onde existia um ser detentor do saber que agia sobre o sujeito passivo, depositando os conteúdos.
Neste sentido, é condição sine qua non retomarmos o pensamento de Paulo Freire, quando critica veementemente a educação bancária. NO momento atual, mais do que nunca, precisamos mudar na prática as formas de ensinar.
Um momento propício para esta reflexão sobre a prática educativa, na perspectiva de Freire, que luta para a extinção da dicotomia de quem ensina e quem aprende, é refletir sobre nossa pratica com o exercício de simetria invertida, nos cursos de formação de educador.
COMO NOS ENQUANTO ALUNOS NOS COMPORTAMOS DIANTE DO SABER? EU ESPERO RESPOSTAS PRONTAS, ESTOU PREPARADO PARA A BUSCA, PARA A DESCOBERTA AUTONOMA? TENHO VONTADE DE INVESTIGAR? OU NÃO TENHO “PACIENCIA” DE APRENDER ? TENHO CURIOSIDADE DE DESCOBRIR COISAS NOVAS? OU ACHO QUE O QUE SEI É SUFICIENTE?
O NOVO TRAZ RECEIO
Porque esta concepção não é aceita por muitos dos sujeitos que transitam neste contexto permeado pelas tecnologias Muitos, inclusive os professores, acham a tecnologia algo frio, distante... Algo impossível de ser aprendido.
É sabido que o "novo" traz receio. Todos nós temos os nossos medos, e as nossas coragens, mas se pensássemos assim, não nos abriríamos para os aprendizados.
